quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Belo Monte, Não.

ATO CONTRA A CONSTRUÇÃO

DA HIDRELÉTRICA

DE BELO MONTE

DIA: 11/12 (SEXTA)

CONCENTRAÇÃO ÀS 9h

TERMINAL RODOVIÁRIO DA UFPA



Belo "Monstro" Não!

Violência, Miséria, destruição da vida animal e vegetal, expulsão de milhares de pessoas das zonas rurais e urbanas, entre outros graves problemas são resultados da construção de usinas hidrelétricas. Mais de um milhão de pessoas ficaram desabrigadas na América Latina devido à construção de usinas.

Como podemos perceber, em nada beneficia a população, pois os únicos que realmente lucram com esse tipo de empreendimento são as grandes empreiteiras - como a Odebrecht e a Camargo Correa - e as empresas eletrointensivas.

Em defesa de soluções sustentáveis, por meio de energias renováveis, que não poluam o meio ambiente nem causem impactos ambientais, em prol da vida da população originária da região do Xingu e dos povos tradicionais, convidamos os movimentos sociais e a população em geral a se somar na luta pela vida e contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Viva a aliança dos povos da Floresta!!!

Viva o Rio Xingu, Vivo para Sempre!!!



REALIZAÇÃO:

COMITÊ METROPOLITANO XINGU VIVO PARA SEMPRE: FUNDO DEMA, FASE, IAMAS, IAGUA, APACC, CPT, SDDH, MST, SINTSEP, DCE/UFPA, MLC, GMB/FMAP, UNIPOP, ABONG, CIMI, MANA-MANI, COMITÊ DOROTHY, FUNDAÇÃO TOCAIA, CIA. PAPO SHOW, PSOL, MHF/NRP, COLETIVO JOVEM/REJUMA, MMCC-PA, RECID, AITESAMPA.

e Entidades convidadas: ADUFPA, SINTUFPA, CONLUTAS, ANDES, DCE's UNAMA, UEPA, UFRA

Momentos. A Floresta nos uni, a Amazônia nos pertence.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Reunião de Planejamento da Juventude pelo Meio Ambiente na Amazônia


Sob o cenário de Ananindeua-PA, nos dias 26 e 27 de novembro de 2009 reúne-se a juventude socioambientalista da Amazônia organizada em Coletivos Jovens de Meio Ambiente, representantes indígenas e diversos movimentos sociais, entre eles a Pastoral da Juventude Rural, Comissão Pastoral da Terra, Rede Mocoronga de Comunicação, Projeto Saúde e Alegria e Fundação Tocaia para vivenciar a reunião de planejamento e etapa preparatória do I Encontro Amazônico da Juventude pelo Meio Ambiente (I EAJUMA). Com o lema “A floresta nos une, a Amazônia nos Pertence” o momento contou com a participação de 40 jovens dos 9 Estados da Amazônia Legal e teve como parceiros: CJ-PA, REJUMA, UNIPOP, FAOR, Educamazônia e UNICEF.

Logo pela manhã do dia 26, houve a acolhida pela Equipe do CJ-Pará que iniciou com uma breve justificativa sobre o adiamento dos planos de um evento macro e com participação de demais movimentos.

Em seguida, recebemos a presença de Ulisses Manaçás, da Escola de Formação Florestan Fernandes, liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST no Pará, que conduziu a mesa sobre análise de conjuntura política na Amazônia e Políticas Públicas na região, através de um resgate histórico da origem dos modelos econômicos a partir da exploração das riquezas naturais e dos povos que aqui viviam e para cá trouxeram, problematizando a situação atual que temos enquanto Brasil, com visão para a Amazônia, chamando atenção para os grandes projetos que usam a biodiversidade dessas terras como moeda de barganha com os demais países. Ulisses abordou ainda sobre a necessidade de massificação das lutas, que nascem e se fortalecem principalmente pela juventude. A partir das problemáticas levantadas coletivamente diante das provocações do líder Sem Terra, iniciou-se um debate sobre a participação dos jovens na construção de Políticas Públicas e a necessidade de formação dessas militâncias. Assim construímos um mosaico situacional dos Movimentos de Lutas com os quais temos espaços para articulação e planejamento conjunto, bem como das ações que estão sendo promovidas pelos Coletivos Jovens amazônidas.

À tarde tivemos como facilitador Marcos Mota, Assessor de Comunicação do Fórum da Amazônia Oriental – FAOR, com o tema “Comunicação em Redes na Amazônia: Desafios e Perspectivas”, provocando a respeito do que conceitua comunicação e as diferentes formas que esta se dá no cenário local tendo como foco o elenco social, convidando Raquel Fernandes da Rede Mocoronga para socialização de experiências com os Telecentros de Inclusão Digital junto às comunidades ribeirinhas dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro-PA. Marcos tratou ainda sobre as Rádios Comunitárias e processo de criminalização e perseguição que estas têm sofrido durante os último anos.

Dentro desta temática, ficou livre aos presentes a construção de um plano de comunicação para a Região Amazônica de acordo com as especificidades de cada movimento e localidade, distinguindo ainda as necessidades de articulação para realização do I EAJUMA.

O dia 27 foi inteiramente dedicado ao planejamento das ações da juventude pelo meio ambiente, buscando uma forma integrada de atuação, com a facilitação de Rangel Mohedano, do Programa Juventude e Meio Ambiente da CGEA/MEC, onde foi feita uma explanação do programa e seu processo de construção.
Dentro do planejamento foram priorizados investimento em comunicação e na formação política de lideranças juvenis, pautas bastante levantadas no decorrer do evento diante das dificuldades de mobilização e a intensificação da exploração dos recursos naturais, sendo enfatizado o debate a cerca dos grandes projetos de desenvolvimento e zoneamento econômico ecológico, ambos que desrespeitam as populações tradicionais e mais vulneráveis.

Como deliberações diante das necessidades levantadas, ficou priorizada a construção da escola de formação política a distância, focada nos temas pertinentes a região, como forma de aprofundar conceitos, tendo culminância no encontro e após este, tornar-se uma escola de formação permanente para as lideranças juvenis. Serão utilizadas as ferramentas de comunicação já existentes e potencializadas as alternativas diante das dificuldades de acesso ainda presente na Amazônia. Neste sentido, definido o plano de comunicação através de multiplicadores locais, que se dedicarão aos processos de comunicação dos grupos e entre os grupos.

O I EAJUMA ficou definido para os dias 20 a 25 de Julho de 2010, no Estado do Tocantins, tendo em vista a descentralização da organização do evento e parceria de todos os estados para viabilização de transporte até o local e demais recursos que forem levantados.

Viva a juventude pelo meio ambiente na Amazônia!! Muitos frutos virão desta etapa de mobilização e articulação dos movimentos e lideranças juvenis amazônidas!!!

Confira as fotos no álbum do CJ-PA:

http://picasaweb.google.com.br/coletivojovempara/PlanejamentoJuventudePeloMeioAmbienteNaAmazonia

Veja a notícia no site da Rede Mocoronga:

http://redemocoronga.org.br/2009/11/30/encontro-amazonico-da-juventude-pelo-meio-ambiente/

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Que Pensa e Deseja a Juventude Ativista do Brasil

PESQUISA REVELA O QUE PENSA E DESEJA
A JUVENTUDE ATIVISTA DO BRASIL
Aborto, união civil de homossexuais e maioridade penal
estão entre os temas abordados

Muitos jovens brasileiros além do namoro, balada, estudo e trabalho estão diretamente envolvidos em atividades políticas. "Esses jovens não só criticam a política atual, como querem mudá-la", afirmam as pesquisadoras Mary Castro e Miriam Abramovay, autoras do estudo "Quebrando Mitos: Juventude, Participação e Políticas", com lançamento marcado para o próximo dia 18 no Rio de Janeiro.

Para realizar o estudo, as sociólogas Mary Castro, professora da Universidade Católica de Salvador (UCSAL), e Miriam Abramovay, coordenadora de pesquisa da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA), ouviram quase 2 mil jovens participantes da I Conferência Nacional de Políticas Públicas para a Juventude, que aconteceu em Brasília entre os dias 27 e 30 de abril do ano passado. O evento teve como objetivo promover o debate entre o Governo e a sociedade civil para obter subsídios e consolidar a política nacional para a juventude.

Após aplicar 1854 questionários, realizar 30 grupos focais e entrevistar 280 representantes de entidades diversas, como a Central Única das Favelas (CUFA) e a União da Juventude Socialista, movimento negro, LGBT, movimentos feministas, quilombolas, jovens sindicalistas, jovens da área rural, comunidades indígenas, religiosos, hip-hop, entre outros. As pesquisadoras traçaram um perfil sociodemográfico e político-institucional desses jovens, que inclui a percepção deles sobre temas como maioridade penal, união civil entre pessoas do mesmo sexo, legalização do aborto, segurança pública, as percepções sobre problemas do Brasil, as bandeiras para políticas de juventude em diversas áreas como trabalho, educação diversidade, etc., e as representações sobre participação dos jovens na vida política do país.



A pesquisa é resultado de parceria entre a Secretaria Nacional de Juventude, por meio de seu Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), e a Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA).

Fonte: Conjuve (Conselho Nacional de Juventude)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Privatização da água entra em votação na câmara

O plenário da Câmara Municipal de Belém inicia nesta terça-feira a votação da Mensagem 07/2009 do prefeito Duciomar Costa, que propõe a municipalização total do serviço de abastecimento de água e esgoto da capital. O projeto deu entrada na Casa em 19 de junho, provocou muitas discussões mesmo antes de entrar em pauta. No entanto, tem muitas chances de ser aprovado, se considerada a falta de coesão das bancadas do PMDB, do PSB e do PP, partidos de oposição, mas onde há membros que podem votar a favor do projeto ou se abster.As bancadas do PT e do DEM já sinalizaram voto contrário. O vereador Otávio Pinheiro, único petista presente na sessão de quinta-feira passada, quando foi aprovada a inversão de pauta para que a mensagem pudesse entrar em votação esta semana, disse que seu partido não mudará de posição nem a pedido do presidente Lula. “Não temos razão para isso. A governadora é contra o projeto e vamos bater voto”, declarou.A proposta de privatização do serviço de água e esgoto – que não se refere à Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), que é estadual e tem atuação em outros municípios - esconde uma armadilha. Sua aprovação é uma carta branca do prefeito Duciomar para a privatização de outros serviços públicos, deixando às concessionárias o papel de estabelecer as tarifas aos usuários.Uma das preocupações em relação à privatização e o grande argumento dos que são contra o projeto é o impacto que isso significaria para as populações carentes, que hoje pagam tarifas sociais, algo em torno de R$ 7,00 por mês. Em Manaus e em outras capitais onde o abastecimento de água foi privatizado, como a capital argentina, Buenos Aires, as tarifas sociais deixaram de ser cumpridas.O governo municipal já está bem articulado com empresas atuantes no setor para transferência do serviço, caso consiga a aprovação do projeto. Neste caso, abrirá uma nova frente de confronto com o Governo do Estado, que está investindo R$ 240 milhões na ampliação e modernização das estações de captação, tratamento e rede de distribuição. O patrimônio da Cosanpa em Belém está em torno de R$ 600 milhões, segundo o presidente da empresa, Eduardo Ribeiro.Na opinião do vereador Ademir Andrade (PSB), o projeto de lei ordinária proposto pelo Executivo tem amplitude maior que as aparências. “É apenas o start para uma série de privatizações que ele pretende fazer em Belém antes de deixar o cargo, no primeiro semestre de 2010. Com a aprovação deste projeto, o prefeito poderá privatizar praticamente tudo, o que é uma temeridade, porque Belém tem bolsões de pobreza que dependem da água praticamente de graça”.O Governo do Estado tem interesse em continuar prestando o serviço e até quis encampar as áreas hoje atendidas pelo Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto de Belém (Saaeb). Mas o prefeito Duciomar rejeitou a oferta de R$ 70 milhões feita pela governadora Ana Júlia Carepa. O Saaeb só atende 10% da população da capital, centralizando-se em Icoaraci, Bengui, Outeiro e Mosqueiro.O diretor-presidente do Saaeb, Raul Meireles, afirma que, no caso de aprovação da privatização do serviço, o Governo do Estado pode concorrer na licitação e, caso vença, prestar o serviço. Na visão do vereador Carlos Augusto (DEM), há poucas chances para isso, por conta das limitações que o Estado tem para disputar a concorrência.


Fonte:Diário do Pará

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Relato do Seminário "Mudanças Climáticas e suas implicações na Amazônia"




O seminário "Mudanças Climáticas e suas Implicações na Amazônia: A participação da juventude nas negociações internacionais", promovido pelo CJ-PA em parceria com GEAM/UFPA e UNIPOP no dia 22/10, foi um sucesso!!! As 100 pessoas que lotaram o auditório do Centro
de Capacitação da UFPA ouviram e contribuíram com as palestras da economista Larissa Chermont ("A sustentabilidade do desenvolvimento Econômico e a Proteção da Amazônia"), da Dra. Maria Ludetana Araújo ("Cuidar para um futuro sustentável - cuidar local é cuidar global."), e da facilitadora do CJ-PA e elo REJUMA Ana Carla Franco, que falou sobre a participação da juventude em negociações internacionais (CoP15), sobre as atividades do CJ e da REJUMA, além da campanha TIC TAC e o dia de ação global.

Foram entregues materiais da campanha TIC TAC e certificados de participação. O seminário foi todo twitado e está disponível no perfil do CJ-PA (www.twitter.com/CJ_PA), o conteúdo levou a tag #copenhague.

Parabéns a todos e todas que contribuiram com este momento e agradecemos o interesse e participação!!!

Equipe do CJ-PA

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Parabéns UNIPOP 22 anos!

Um dia lideranças sindicais, juvenis, políticas e religiosas, sonharam ter um espaço plural, participativo e democrático que respeitasse e agregasse todos os segmentos que historicamente são excluídos.

Em 27 de outubro de 1987, esse sonho se tornou realidade, era criado o Instituto Universidade Popular- UNIPOP. Hoje a luta se fortalece com a participação dessas lideranças principalmente da juventude. Gostariamos de desejar parabéns para UNIPOP, agradecer por acreditar nos grupos e pessoas que juntos sonham e lutam por outro mundo com justiça social e paz.


Equipe do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Pará.

Pensamos que esse poema retrate um pouco de nossa luta.


"Arco e Flecha

Do arco que empurra a flecha
Quero a força que a dispara
Da flecha que penetra o alvo
Quero a mira que o acerta.
Do alvo mirado
Quero o que o faz desejado.
Do desejo que busca o alvo
Quero o amor por razão.
Sendo assim não terei arma.
Só assim não farei a guerra.
E assim fará sentido
Meu passar por esta terra.
Sou o arco, sou a flecha
Sou todo em metades:
Sou as partes que se mesclam
Nos propósitos e nas vontades.
Sou o arco por primeiro.
Sou a flecha por segundo.
Sou a flecha por primeiro.
Sou o arco por segundo.
Buscai o melhor de mim
E terás o melhor de mim.
Darei o melhor de mim
Onde precisar o mundo."


Poema: Marina Silva
Texto: Gilson Dias